O Vale do Capão, no coração da Chapada Diamantina

O Vale do Capão possui paisagens deslumbrantes. Um cenário espetacular com cachoeiras famosas e preciosidades naturais. Reune gente do mundo todo , sendo referência no turismo cultural.


A 5 km do Residencial Terra do Sol, Caeté-Açu, ou Vale do Capão como é mais conhecido, também está localizado politicamente no município de Palmeiras e será nossa principal referência comercial. Mercados, farmácias, agente bancários, eventos culturais e artísticos, prestadores dos mais diversos serviços, feiras semanais.

 

Grandes cachoeiras, áreas quem se alternam em Mata Atlântica, cerrado e até caatinga, com montanhas de até 1.500 metros, dentre outras preciosidades naturais, sendo um famoso paraíso ecológico brasileiro. Os Gerais - início da trilha para o Vale do Pati -, o Rio Preto, o imponente Morrão e o abismo onde caem as águas da Cachoeira da Fumaça – a mais alta do Brasil.

Chegada do Vale
Chegada do Vale

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FOTOS POR MANOEL NOVAES NETO

História

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O seu clima tropical, temperatura variável entre 22° e 24°C, favorável a todos os tipos de passeios. O ecoturismo ´a principal atração da demanda turística, pelas belezas que acompanham as famosas caminhadas, mas o vale vai além em sua qalidade esotérica e 'new age'. As trilhas podem ser mais longas, como a do Vale até Lençóis, quando pode-se reconhecer e adentrar-se no Parque Nacional Chapada Diamantina, ao pé das serras, passando pelo Morrão, ou ainda mais espetacular e emocionante como para o Vale do Pati. Ou mais curtas, como para a Cachoeira do Rio Preto e Represa das Rodas, ou das Angélicas e Purificação. Ou mesmo indo de carro para a Cachoeira do Riachinho, ou às comunidades próximas como Conceição dos Gatos.

 

O Capão se difere de os outros locais da Chapada, e do Mundo, até, pelo conceito que foi desenvolvido há mais de 20 anos. O lugarejo simples, seguro, isento do movimento e das necessidades das grandes cidades, já teve o garimpo como sua principal atividade, assim como o restante da Chapada. Os garimpeiros se aventuravam pelas serras, riachos, rios e tocas à procura de diamantes, descobrindo cachoeiras que hoje são vistadas, formaram as principais trilhas, deixando até hoje muros de divisão e combate como encontramos na trilha para a cachoeira do Rio Preto e dentro do Residencial Terra do Sol. Com a chegada dos alternativos, ainda embalados pelo sonho dos anos 70, a vida no Capão mudou completamente e caminha, adina, para outra realidade.
 
Ao contrário dos garimpeiros que visavam unicamente a concentração de riqueza, as comunidades alternativas não queriam extrair nada do lugar, mas aproveitar e viver em sitonia com a natureza. Além da comunidade nativa que já possuia uma calmaria peculiar, grupos importantes se instauraram como Lothlorien, Campinas e Rodas. A preença do famoso médico naturalista Áureo Augusto com suas técnicas alternativas, e visitantes de tantos cantos do mundo que se encantaram e ficaram até hoje com seus filhos e netos que já se misturam à terra como gente dali. Um povo multicultural, até pluricultural.

 

E, hoje, o Vale do Capão é especial por três motivos. Sua natureza geográfica, geológica e biológica - as serras formam um vale magnífico, as cachoeiras, os visuais da Chapada Diamantina como de cima do Morrão e da Fumaça, a fauna e a flora típicas da região -, demais para os poucos dias de qualquer visitante (e até para alguns velhos moradores), é o primeiro e mais notável dos motivos.

 

O segundo é a misteriosa dificuldade de desapegar e ir embora do Capão. Moradores e visitantes sentem dificuldade em deixar esse paraíso em que a violência nem chegou. Não há hospital, polícia local, transporte público, água tratada (direto de nascentes) e as pessoas ainda sofrem por deixar o Vale, que acumula novos moradores a cada temporada.

 

O terceiro é a rica diversidade étnica e cultural, de um jeito que só pode ser visto em alguns raros lugares pelo mundo. Nas ruas, nos bares e restaurantes, nas festas, no circo, nos rios e nas cachoeiras, aonde se vá, haverá a oportunidade de encontrar um cidadão estrangeiro ou de uma capital brasileira, entre moradores e visitantes. Latinos e europeus são a maioria. E se misturam ao Capão. São profissionais de diversas áreas - jornalista, designer, fotógrafo, dentista, ator, advogado, cantor, publicitário, cineasta, músico, empresário, arquiteto, tudo gente de verdade que deixou sua cidade, seus velhos amigos, parte de sua família, e passou a viver no Capão. É o italiano que conserta as bicicletas, o sueco dono do restaurante, o chileno da barraca de pizza, o cubano que atende no posto de saúde, o estadunidense que faz mapa astral, tem jornalista, músico, advogado, arquiteto, empresário, publicitário, designer, todos vivendo no Vale, disseminando sua cultura e se misturando à bucólica e calma comunidade.

Reduto de belezas naturais, a Chapada abarca uma diversidade grande de fauna e flora. São mais de 100 tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de animais raros, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, teiús, raposas, veados, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 80 atua como órgão protetor de toda essa exuberância.

Fauna e Flora

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Comunidade da Conceição dos Gatos

Localizada a 4,7km do residencial, a Comunidade da Conceição dos Gatos é uma referência do turismo etnico e gastronômico. Pouco mais de 40 casas, a maioria feita de adobe (blocos de barro) acolhem cerca de 150 moradores, simpáticos e acolhedores. Um encontro único com gente da terra e a oportunidade de apreciar a culinária local típica, além de cachoeiras e trilhas de mínma dificuldade. 

 

Conta-se que uma senhora chamada Conceição chegou à com um cesto cheio de gatos à comunidade, maso entanto, narra-se, também, a existência da família “Gatos”, a qual teria emprestado seu sobrenome ao lugar, pacata e receptiva vila de moradores simples, gente da terra.

 

Situada a oeste do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Conceição dos Gatos é um vilarejo subdistrito de Palmeiras. Só agoracomeçam a ganhar fama entre os turistas. O cenário natural, repleto de montanhas, uma flora exuberante, quaresmeiras, bromélias, agracia a vista dos visitantes. Um passeio em trilha curta leva pra uma cachoeira exuberante, com um poço e uma vista linda.

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ATRATIVOS:  

 

A Casa de Farinha - que faz parte da Trilha Griô das Águas, com contação de histórias, oficina de saberes tradicionais, samba de roda e trio pé de serra de Seu Zezão, visita à Cachoeira da Boa Vista, ao Morrão e às Águas Claras. A localidade ainda dispõe de uma Casa Grande e Senzala, do período da escravidão na Chapada Diamantina, e casas de farinha, que mantêm a antiga feitura coletiva e ritualista baseado na mandioca.

 

Chove regularmente na Conceição dos Gatos, pomares e as hortas caseiras está nos quintais das casas, banana, café, pés de jaca, laranja, mamão e manga. Criações de gado e galinha também são destaques na região. O godó de banana servido com pirão e galinha caipira, a muqueca e o pastel com base em palmito de jaca – são atrativos inesquecíveis.

 

A Cachoeira de Baixo, a 2km do centro da vila, há 1h de caminhada leve, beira o leito do rio Conceição com uma pequena queda d’água; A Cachoeira de Cima ou Boa Vista, com uma trilha aberta e outra que passa por uma propriedade particular com pequeno custo. 600m de distância, 10 min de caminhada, acompanhada por córrego da época do garimpo, uma queda de mais de 60m, que permite até a prática de escalada;

 

Poço das Cobras - fica logo acima da Cachoeira da Boa Vista, seguindo mais 20 min, passando por pedras e por dentro d’água – apesar do nome e dos 40m de extensão, não há perigo, mas é um passeio médio em dificuldade.

 

No mês de junho o forró agita a pequena vila, a banda “Brilhante da Conceição”, composta por tradicionais moradores locais, comidas típicas em quase todas as casas, vale a experiência, um verdadeiro turismo cultural e étnico. O Santo Antônio é o padroeiro dá nome à igreja local, de 1941.

 

Hospedagens e restaurantes caseiros suprem a pequena demanda turística. Ideal para quem quer contemplar a natureza, o silencio, escalar montanhas, banhar-se em rios e cachoeiras, ou somente conviver com a tradição e a simplicidade do sertão baiano, encotnrando moradores locais e participando de sua cultura e cotidiano.

 

 

 

SERVIÇOS:

 

Restaurante e Pousada Mirante da Cachoeira: Esbanjando simpatia, Eduardo é o proprietário do lugar que, além de restaurante e hospedagem, tem um mirante com o espetáculo da Cachoeira Boa Vista.

 

Restaurante Tô na Trilha do Zezão: Conhecido pela contação de histórias, Zezão oferece serviços de restaurante e hospedagem, ao lado de boas lembranças do garimpo.

 

Restaurante da Dª Maria: Funciona em um anexo da própria casa, apenas sob encomenda. Seu esposo, Ivo, fabrica

deliciosos doces de chocolates com amendoim e coco.

 

Restaurante Boa Vista: Situado perto da entrada do vilarejo, o local é conhecido por seus grelhados e alimentos naturais.

 

Hospedagem da Dona Elides: Na sua própria casa, Dona Elides oferece quartos, para uma boa noite de sono, além de um almoço peculiar.

 

 

Mais informações na Secretaria de Turismo de Palmeiras pelo número (75) 3332-2301.